quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Felicidade....

Hoje cheguei a conclusão de que certas coisas acontecem para nos testar.
Não como uma prova em que precisamos vencer, mas sim uma dificuldade que precisamos superar.
Cheguei num ponto em que não suporto mais. E quando digo isso, não falo de tristeza e nem de sofrimento.... O que não suporto mais é ficar parada esperando o tempo passar. Não suporto acordar sabendo que tudo vai ser igual e que não importa o quanto eu me esforce, as coisas simplesmente não irão voltar a ser como antes.



Pois é, não é mais isso que eu desejo para mim.

Tenho direito ao amor, tenho direito à felicidade e acima de tudo, à honestidade.
E parece q finalmente estou aprendendo a passar a borracha.....

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

E agora

É hoje me peguei pensando que mais um ano se passou e .. o que mudou na minha vida??

Sim várias mudanças, mas a que sempre espero todo ano nao aconteceu... Acho que o papai noel nao gosta muito de mim..
Realmente realizei algumas coisas que sempre deixei guardadas lá no fundo do báu esquecidas...
Consegui minha independência... conheci lugares..ri muito.. me diverti.. me decepcionou, o que e normal..chorei escondida algumas vezes, consegui superar a crise dos 28 anos... juntei mais casais, vi minha amiga casar e ser feliz... mas ..mais uma vez.. eu continuo sozinha.  É, acho que minha missão nesse mundo é juntar as pessoas  e ficar na pláteia..

Mas como dizem, pra todo pé cansado existe um chinelo velho rsrsrs





Tô esperando o meu!!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vazio

“Eu não tenho medo de ficar sozinha. Do que chamam de solidão. Quer dizer, tenho, mas meu medo maior, meu desconforto maior é provocado pelo vazio. Entre a solidão e o vazio, prefiro ficar sozinha. Prefiro a sozinhez à companhia vazia, feita de aparências, de interesses. Prefiro a independência a ter de fazer de conta.

Mas só conhece o vazio quem já experimentou o cheio. Quem experimentou o cheio, nunca mais tolera o vazio. Nunca mais permite o vazio. E luta, luta, luta pra evitá-lo, nem que para isso fique, aos olhos dos outros, sozinho. O vazio é pior do que estar sozinho – mas essa é só a minha opinião. (Não, não é só a minha opinião. É o que eu sinto – embora ao olhar em volta, os outros, algumas coisas que vejo me confundam.)

Porque vazio é fome. Aparências, status, fazer escolhas priorizando essas agradáveis mas evaporantes sensações, é como comer papel. Tomar sopa de papelão. É coisa de mendigo. Engana a fome e não alimenta de fato.”

domingo, 12 de dezembro de 2010

A idade da felicidade...

Qual é a idade pra ser feliz?

Ninguém se conhece direito até passar dos 30. Tem gente que não se conhece mesmo beirando os 70, mas aí é outra história. Antes dos 30, somos apenas um sonho. Um desejo com várias direções. E muita esperança a tiracolo. Até os 30, estamos definindo o que queremos. O que gostamos. O que vamos ser. Não há limites para os planos. Para o número de namorados. Nem para a quantidade de erros.

Depois dos 30, continuamos errando. Continuamos não sabendo. Continuamos esperando. Mas, pelo menos, temos uma breve idéia de onde queremos chegar. Não é fácil, eu admito. Existe uma pressão no mundo para que você se torne só uma coisa: GENTE GRANDE. Aí, meu querido, começa a batalha... Você TEM que ter um diploma, uma carreira, um namorado, um casamento, um filho, um cachorro. (Mesmo que não seja a lista dos sonhos de sua vida). Você tem que cortar o cabelo, tirar o piercing, encompridar a saia, comprar um biquíni maior, aposentar suas calças rasgadas e blusas de banda. (Apesar de achar seu novo “eu” um tanto quanto demodê).

Aonde isso vai parar? Já conto. Um dia, quando menos se espera, você se enxerga... um chato! Percebe que confundiu responsabilidade com falta de espontaneidade. E encontra sua criança interior puta da vida, num castigo que você mesma criou. ESTOU ERRADA? Pode ser. É preciso muito equilíbrio para saber a hora de não se levar tão a sério. Mas, criança grande que sou, ainda acho que os 30 são a melhor coisa do mundo. Que se danem as contas, as rugas e demais amolações. As paranóias dos 20 (finalmente!) acabaram. Agora você é um ser sublime e sem espinhas. E – digam o que quiserem! – você nunca mais vai morrer de amor. INVENÇÃO MINHA? Não, acho que não. Depois dos 30, a gente sofre com mais dignidade. A gente sabe que toda dor passa. E entende que – tirando a morte e a lei da gravidade – tudo tem conserto.

Se eu gostaria de voltar no tempo? Ah, acho que não... Ninguém, em sã consciência, tem saudade de usar aquela sunga ridícula do uniforme de educação física do Dom Silvério. Ninguém sente falta de ser insegura. Ninguém gosta de pedir permissão aos pais pra sair. Ninguém tem saudades da aflição de ser virgem e pensar depois da “primeira vez”: então é SÓ isso? Não, gente, tem coisas na vida que melhoram incrivelmente com a idade. E estou escrevendo esse texto porque vejo muita gente apavorada em ficar mais velha. Mulheres com crise existencial porque fizeram 30. Caramba, meninas! É, eu sei, eu sei, eu sei. Vivemos numa cultura que almeja o belo. E o novo. Eu me preocupo com tudo isso também, mas acho que não devemos esquecer uma coisa: renovar quem somos por dentro. Pode parecer clichê, mas é verdade. Chega de nos preocuparmos tanto com botox, preenchimento, lifting, pilates e anti-rugas. Chega de chorar pelos cantos porque você acha que passou da idade de começar de novo. Chega de tanto drama porque você ainda não encontrou o amor da sua vida. Ou mais realisticamente dizendo: um cara bacana com quem você possa viver seus dias. Amor não tem idade. Beleza também não. Pra cada um, a vida dá um tempo. Não é porque a sociedade nos manda um roteiro pronto (com prazo estabelecido), que iremos seguir tudo à risca. (Afinal, é isso que você quer?).

Ah, vou contar uma coisa... Depois de muitos aniversários, descobri que ganhei muito mais do que perdi. Com o passar dos anos, fiquei mais corajosa. Mais segura. Mais esperta. Mais sábia. Mais seletiva. E mais feliz. Perdi minhas vergonhas. Minhas inseguranças (não todas, mas muitas delas). E perdi também o medo de dizer o que penso. E o que eu penso? Ah, pessoal, a mulherada anda boba demais! Vamos parar de nos importar tanto com faixa etária e cabelos brancos. Vamos esquecer das equações que nos ensinaram pra ter uma vida perfeita. Vamos parar de dizer o tal “tô passando da idade”. Vamos nos conhecer mais. Preencher nossos vazios. Paralisar nossos medos. E nos livrar de todos os sinais que não nos fazem bem. Meninas, a plástica aqui é interna. Se está ruim, conserte. Comece tudo de novo. Aproveite que você já sabe o que (externamente) lhe cai bem. E mude. POR DENTRO. Afinal, com que cara você quer chegar aos 40?


Parabéns pra todos que honram suas primaveras.
Que tenhamos – sempre! - um ano novo dentro de nós!