domingo, 22 de janeiro de 2012

Daqui em diante

Como foi que eu cheguei aqui?
Em que ponto da minha vida optei por ser o que sou?
Se algum dia, eu tivesse feito um caminho diferente por trabalho...
Se tivesse dobrado uma esquina antes, que diferença faria?
Qual das minhas escolhas passadas determinou meu presente?
Se tivesse dito “sim” ao invés de “não”...
Será que eu devia ter dito o que pensava?
Talvez eu devesse ter me calado...
E se eu tivesse tido coragem de ir embora?
Onde é que estaria agora se tivesse estudado outra coisa?
Se eu gostasse de matemática...
Como é que eu seria se não tivesse conhecido meus amigos?
Se eu fosse mais ambiciosa, ou menos responsável...
Em que minha vida seria diferente se eu não gostasse do que eu gosto?
Que oportunidades perdi sem saber que fariam toda a diferença?
Foram meus erros que fizeram ser o que sou?
Ou meus acertos?
Quando foi que deixei o destino me escolher pra estar sozinha?
Será que eu já conheci meu “par perfeito” e não reconheci?
Se eu pudesse voltar atrás, o que eu mudaria?
Se eu pudesse alterar datas, fatos, escolhas...
Se eu pudesse ser outra pessoa...

Ah... bobagem!
Eu quero é saber o que fazer daqui pra frente!!

E chega uma hora que....

Sabe quando você sente que chegou a hora de mudar, fazer alguma coisa, dar um passo em outra direção?
Eu cheguei a essa conclusão!
Sinto que é a hora de ter meu espaço, minha vida, MINHAS contas... Responsável eu sempre fui, mas chega de assumir a responsabilidades dos outros. Cada um que carregue as suas!
Só quero tranqüilidade e paz de espírito.
Problemas todo mundo tem, falta de grana não é novidade pra ninguém, mas viver minha vida em função de outras pessoas, simplesmente não dá! Tem muito tempo que eu tô nisso, reclamo, falo, choro e na verdade não faço nada de concreto pra mudar... Mas agora vou dar o primeiro passo... Preciso fazer isso!!!
Decidi que vou trabalhar mais, me esforçar mais, ganhar mais, e me lamentar menos! Vou tomar coragem e encarar!
Preciso andar pra frente e conquistar minha independência, se continuar acomodada como eu tô, nunca vou ter do que me orgulhar. Chega de depender dos outros, chega de esperar que os outros mudem pra eu também mudar alguma coisa.
Pode ser complicado no começo, mas aprendi que as coisas, com tempo, se ajeitam e se a gente não se mexer, não correr atrás pra fazer a diferença, nada acontece.

domingo, 8 de janeiro de 2012

É... nao e fácil

Ontem descobri que não gosto de despedidas. Parece-me que as despedidas seguem um protocolo nada natural, quando obviamente as coisas não soam naturais entre duas pessoas. E mesmo entre amigos e família, despedidas tornam os momentos mais difíceis, indigestos.
Ontem tive problemas em me despedir de alguém querido. E afinal, como se despedir de alguém que te apetece, mas que não é íntimo o bastante pra que você tenha a liberdade de dizer tudo o que gostaria? Como fazer para que as palavras ditas não caiam no abismo existente entre a distância de um abraço que não pode ser dado? Como “maquiar” palavras que não podem ser ditas, e mais, como reagir à naturalidade que a outra parte tem em dizer o que quer dizer, e responder à altura sem a mesma naturalidade?
Um “Muito Obrigada” somente não basta. “Saiba que me sinto da mesma forma em relação a você” argh! Essa também soa patética. Admito, sou péssima em me despedir.

A verdade é que tenho certo bloqueio quando se trata de despedidas, até mesmo com meus melhores amigos e minha família. Sou ré confessa: Não gosto de me despedir. Parece-me que, quanto melhor uma despedida é, ela se torna inversamente proporcional às chances de você encontrar aquela pessoa de novo. Eu sei, é tolice. Mas não posso deixar de me sentir assim. E me sinto assim, porque existe outra coisa que definitivamente não gosto: “perder pessoas”. Ainda mais quando tenho plena certeza que esse alguém é de fato insubstituível e ímpar. (Porque, vocês sabem, nem todas as pessoas são ímpares, algumas são apenas cópias e sombra do que elas gostariam e poderiam ser).
Acho esse negócio de idas e vindas de pessoas ao longo da vida, um saco. É sério, não tem a menor graça essa história de ter que se despedir, virar as costas e seguir como se aquilo não fizesse diferença e como se aquela pessoa não fosse te fazer a menor falta. Pois saibam, todos vocês a quem tive que me despedir (contra vontade) durante a minha vida, vocês fazem falta! E vão continuar fazendo, até que a vida decida unir nossos caminhos de novo, e de repente nos separe mais uma vez. Só de sacanagem!
O negócio deveria ser assim: Sua via entrelaçada com a vida daqueles que ama, e possui grande apreço durante uma longa e feliz jornada. Até que a vida se despeça de fato. Até que chegue aquele momento em que não tem jeito, temos que sair de cena definitivamente. O momento da ultima despedida, a única necessária…

Eu nem mesmo sei como dedicar esse texto à uma pessoa. Por inúmeros motivos não sei me despedir, e tão pouco sei me explicar quando é meu coração quem fala. No mais… Até a próxima “parada” .

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Para a trizteza


 Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas.
Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Você é péssima conselheira.
Chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar um tempo comigo.
Desde criança, abro mão de muita coisa por você. Festas a que não fui porque vc não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque você exigiu de mim total atenção.
Quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira.
E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui.
Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus.
Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim.
Como disse Lulu hoje de manhã no radio:
Não te quero mal, apenas não te quero mais.
                                                                                        
                                                                                                       (Fernanda Young)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Diferenças

 
Você que procura alguém que te completa em tudo: você quer um relacionamento ou um álbum de figurinhas?
Já parou para pensar que essa pessoa “certa” que se “parece muito com a gente” pode estar é muito errada? Que graça tem em 1 + 1 somar 1? Já somos egocêntricos demais para amar todas as nossas qualidades repetidas em alguém.
Relacionamentos existem para, oras, a gente aprender a se relacionar. Nada melhor que o diferente para acrescentar. Que mania é essa de procurar um namoro fácil? Que graça tem nisso? Alôu mundo! Onde foram parar os casais cafoninhas “Eduardo e Monica”? Eles ainda insistem em existir? Acho que desistiram de se amar por preguiça. Vida tão corrida, tão difícil, pra quê dar mais trabalho pro coração, né?
Acho um porre aquele casal que gosta das mesmas coisas, que faz as mesmas coisas, que comenta as mesmas coisas. Insuportável aquele casal que se parece fisicamente, que ela mede 1,65 e fica bacana de salto ao lado dele porque ele tem 1,80. Acho bonito mesmo o torto. É não saber bulhufas de Steve Jobs e comprar “O Fabuloso Império de Steve Jobs” para ele de aniversario. É colocar o salto alto e problemas se você ficar maior porque você gosta de salto e, e daí, se ele não abandona o All Star preto sujo? Levar ela para aquele bar de rock da esquina para beber uma cerveja gelada e na semana seguinte a acompanhar na exposição de fosseis de dinossauros. Ouvir Norah Jones sem meter o dedo no rádio do carro dela, porque amanhã ela vai ter que escutar Nirvana no talo no seu. Não entender de economia, não entender de revista de fofoca, não entender de política externa, não entender porque caracoles aquilo ali era um impedimento. Mas entender perfeitamente todas as qualidades da pessoa única e diferente que existe ao seu lado.
Porque no final das contas, o que carece de medidas iguais, é só o sentimento.
Se liberte um pouco dessa busca bitolada. Quando você se der conta, vai continuar ouvindo seu CD do Rolling Stones. Mas é a namorada do cara que gosta de ópera.
Um viva as diferenças que unem dois opostos num mundo onde tem tanta coisa igual!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Saudade...

"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás..."

É verdade...

Minha razão resolveu se manifestar, ela veio até mim e falou:
Ele não é apaixonado por você, e ele não tem culpa disso.
Simples.
Sabe aquele cara que te dar maior mole e você não tá nem aí?!
Pronto, agora você entende como é.
Ele não tem culpa por não corresponder na mesma proporção o seu sentimento.
Ninguém é obrigado a gostar de ninguém.
Quantas e quantas vezes você já não falou para si mesmo "eu queria mandar em meu coração".
Pronto agora imagine que ele passa pela mesma situação.
Até que ele queria sentir o mesmo, doar-se do mesmo tanto, mas pela lógica da vida ninguém controla os sentimentos.
Ele não vai pedir pra namorar com você, ele não vai deixar de gostar dela.
Agora você me diz, "e agora, josé?".
Não adianta eu chegar e dizer "esqueça-o", isso não existe.
Existem pessoas que chegam se achando as donas da verdade e lançam essa frase rídicula: -Você é muito idiota por gostar desse cara.
-Porra, você acha que eu não esqueço por charme?! É lógico que eu quero esquecer, ou você acha que eu gosto de chorar por que é bonito?!
Um dia inventaram de fabricar a esperança, pronto, desde esse dia tudo começou a desandar.
Você acredita fielmente que ele vai largar tudo e se arrepender de ter feito você sofrer.
Acredita que no fundo ele gosta é de você, que aquele sorriso simples significou algo mais, ou que um dia ele vai perceber que você é a mulher da vida dele.
Desculpe, mas isso não vai acontecer.
Fria? Não, eu sou realista! É tudo uma questão de lógica.
Ele é apaixonado por outra, simples...um dia quando ele esquecer a doninha lá, quem sabe néh?
Mas por tempo, acostume-se.
Ele vai continuar a gostar de você como amiga, a te admirar como pessoa e ter um enorme carinho e PONTO.
Aceitar isso já tá de bom tamanho, quanto ao esquecer, deixa que o tempo resolve.
Uma hora quando você menos esperar vai ver que se desprendeu daquele por quem você tinha tanto amor, e vai perceber que o seu sentimento foi lindo.
Ele não teve culpa, e nem você.
O processo até à liberdade é duro, e em nenhum momento eu disse que seria fácil.
Aceite, acorde...
Se não foi ele, vai ser outro...e se não for o outro, vai ser outro e outro...
Nascemos para amar...muito, sempre!
Se um amor acaba, nosso coração se molda para outro...e assim sucessivamente.
Somos movidos pelo amor, e não é porque alguém não sabe te amar que o mundo deve desmoronar....existem várias formas de amor, e o amor em si já é tudo.
Tente esquecê-lo, tente, mas não se culpe por ainda não conseguir...tem coisas que não cabe a nós. Uma hora tudo se ajeita.
Ele não era obrigado a te amar, ele não era obrigado a ligar no dia seguinte, ele não era o cara certo...e nem por isso ele deixou de ser especial em sua vida, nem por isso ele deixou de gostar de você na medida que ele pode.
Enquanto sua liberdade sentimental dele não chega, vai aproveitando a vida, evitando chorar, e aceitando de uma vez por todas que sentimentos não se controlam, que uma pessoa ama outra por amar e não por obrigação. Aceite que as vezes as cosias não são como a gente sonha e que aquela pessoa talvez não valha tanto a pena.
Deixa acontecer.